Rede Lusófona de Cuidados de Saúde Primários arranca em Lisboa
Arrancou em Lisboa a Rede Lusófona de Cuidados de Saúde Primários (CSP). O Instituto de Higiene e Medicina Tropical foi o local escolhido para o lançamento deste projeto que constituiu a resposta ao compromisso estabelecido pelos países lusófonos na Assembleia Geral da OMS em Alma ATA.
Lançado em Portugal pela Associação para o Desenvolvimento e Cooperação Garcia de Orta (AGO), o CPS conta com o apoio do Instituto de Higiene e Medicina Tropical e Centro Colaborador da Organização Mundial de Saúde (OMS) para as Políticas e Planeamento da Força de Trabalho em Saúde. O encontro que assinala o arranque da iniciativa prolongou-se até ontem, 9 de Abril, e contou com a presença de representantes de Angola, Brasil, Cabo Verde, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste.
A Rede Lusófona de CSP irá funcionar através das ligações estabelecidas pelos investigadores e responsáveis dos diferentes países da rede de cooperação, procurando apoios para a elaboração e implementação de projetos que visem a investigação e intervenção em áreas estratégicas como Organização e Recursos Humanos da Saúde, Sistemas de Informação, Telemedicina e Governação e Qualidade.
Em comunicado à imprensa, a AGO explica que a rede “Partilha Saúde” surge como uma resposta “atual e inovadora ao movimento lançado há pouco mais de 30 anos pela Assembleia Geral da OMS em Alma-Ata que, apesar da participação ativa de vários países lusófonos, tem sofrido avanços e recuos, dependente dos vários contextos onde esta reforma tem sido implementada”.
No que toca à Organização e Recursos Humanos da Saúde o desafio será promover a retenção dos profissionais, a sua capacitação, e desenvolvimento profissional. Na área de Sistemas de Informação a rede de partilha pretende potenciar a criação e implementação de sistemas e ferramentas eficazes de telemedicina, eHealth e mHealth capazes de melhorar a acessibilidade e qualidade dos sistemas de saúde.
O trabalho na área de Governação e qualidade estará centrado na busca das melhores estratégias para implementar a governação (por exemplo, a área da contratualização e da referenciação) mais adequada a cada contexto, bem como na necessidade de utilização dos conceitos da gestão de qualidade em saúde para obter ganhos de eficiência.
Paralelamente ao lançamento da rede “Partilhar Saúde” no encontro que decorre hoje e amanhã em Lisboa estarão ainda em debate questões como os novos serviços de eHealth e mHealth que constituem importantes oportunidades de desenvolvimento estratégico na área da saúde.
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