Taxas de juros ao crédito: o que deve saber
Se está a ponderar solicitar um crédito pessoal, é fundamental que se informe relativamente às taxas de juros aplicáveis a este e outros géneros de empréstimo.
Ao longo deste artigo, explicar-lhe-emos tudo aquilo de que precisa de saber sobre taxas de juros ao crédito, com especial destaque para as mais relevantes no âmbito de um crédito pessoal.
Taxas de juro fixas e variáveis
No mundo do crédito ao consumidor, existem dois tipos principais de taxas de juros – fixa e variável.
● Taxa fixa
Ao contrair um empréstimo cuja taxa de juro aplicável seja fixa, as prestações mensais que tiver de pagar para proceder ao respetivo reembolso manterão sempre o mesmo valor até ao fim do contrato, o que lhe permite descortinar desde logo o total de juros cobrados pelo credor.
● Taxa variável
Por outro lado, as taxas de juros variáveis são reajustadas pontualmente, com base noutras taxas de juros de referência (como é o caso da Euribor, por exemplo), que poderão passar por períodos de flutuação enquanto o contrato de crédito vigorar.
Principais taxas de juros: TAN e TAEG
No que toca aos créditos pessoais, o destaque vai tipicamente para duas taxas de juros – a TAN e a TAEG:
● TAN (Taxa Anual Nominal)
Esta taxa representa a quantia em juros que a instituição bancária ou financeira cobra e que é aplicável ao montante contratado.
● TAEG (Taxa Anual de Encargos Efetiva Global)
Esta taxa é muito mais detalhada, uma vez que inclui a anterior (a TAN), acompanhada de impostos e encargos e comissões adicionais; é a TAEG que representa o custo total do crédito.
Montante Total Imputado ao Consumidor (MTIC)
Outro número relevante para esta discussão é o MTIC, que representa o montante total que o consumidor terá de pagar pelo crédito, ou seja, inclui todos os aspetos inerentes ao empréstimo, desde a quantia contratada a todos os juros, encargos, comissões e impostos aplicáveis.
Porque é que a TAEG é mais importante?
Ao comparar ofertas de crédito, a TAEG é a taxa mais significativa a considerar; enquanto algumas entidades credoras poderão publicitar uma TAN mais baixa, é provável que as mesmas venham a compensar esse decréscimo com encargos e comissões mais elevados, fazendo com que o empréstimo se torne mais dispendioso ao longo do tempo.
É por esta razão que a TAEG oferece maior transparência face ao custo total do crédito.
Taxas de juros fixas vs. variáveis no contexto de créditos pessoais
Normalmente, as entidades credoras disponibilizam créditos pessoais com taxas de juros fixas, o que significa, naturalmente, que estes não estão sujeitos a alterações no decurso do contrato e, por conseguinte, o montante a reembolsar é exatamente o mesmo até ao fim.
Existem, contudo, instituições bancárias e/ou financeiras cuja oferta de crédito já compreende, efetivamente, taxas de juros variáveis, dependentes de indexantes como a Euribor, o que poderá resultar numa inflação das prestações a devolver.
Considerando que a Euribor, precisamente, tem vindo a registar uma tendência de aumentos progressivos, a opção de contrair um crédito com taxas de juros variáveis é cada vez menos vantajosa.
Como assegurar as melhores taxas de juros
De modo a conseguir encontrar as melhores taxas de juros, aconselhamo-lo a recorrer a um simulador de crédito pessoal – esta ferramenta permite-lhe comparar as ofertas de várias entidades credoras instantaneamente, o que lhe garante que acabará por encontrar a opção mais económica para si.
A utilização destes simuladores já levou a que um sem-número de indivíduos e famílias poupassem significativamente.
Solicitação e processo de aprovação
A solicitação de um crédito pessoal tipicamente compreende a submissão de vários documentos, de forma a ser aprovada; esta documentação inclui, habitualmente, a sua identificação, um comprovativo de morada e os seus recibos de vencimento mais recentes ou a declaração de IRS respeitante ao ano fiscal anterior ao pedido de crédito.
O banco ou a financeira poderá também conferir o seu mapa de responsabilidades de crédito antes de tomar uma decisão.
Para concluir
Resumindo, sempre que considerar contrair um crédito pessoal, é fundamental que compreenda as diferenças entre a TAN e a TAEG e que saiba que a última é um indicador muito mais preciso do custo total do empréstimo.
Para além deste aspeto, deverá ter em conta que género de taxa (fixa ou variável) é mais apropriado à sua situação financeira.
As taxas de juros fixas permitem-lhe prever com maior exatidão o valor das prestações mensais a reembolsar ao longo da duração do contrato, algo de particularmente vantajoso no que diz respeito a processos de orçamentação e planeamento financeiro.
Por outro lado, as taxas de juros variáveis, embora potencialmente inferiores à partida, poderão aumentar consoante as tendências do mercado, o que resulta, inevitavelmente, na imprevisibilidade do valor das prestações mensais.
Ao selecionar uma oferta de crédito, pondere também o custo final do empréstimo, ou seja, o MTIC – este valor compreende a quantia contratada e demais encargos e comissões associados, proporcionando-lhe um panorama detalhado do compromisso financeiro que está prestes a assumir.
Por último, certifique-se de que obtém a melhor oferta através de um simulador de crédito online – estas ferramentas, como dizíamos supra, permitem-lhe estabelecer instantaneamente um termo de comparação entre as ofertas de várias entidades credoras, de modo a conseguir encontrar a solução mais económica e adequada às suas necessidades.
Lembre-se de que o objetivo não consiste apenas em encontrar um crédito, mas sim encontrar o crédito mais indicado para si.
Uma vez ponderadas todas estas questões, já estará capacitado para tomar decisões financeiras com toda a informação possível, acabando por optar por um crédito que possa usar em seu favor, e não que se configure como um obstáculo à concretização dos seus objetivos.
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