Prestações sociais deixam de fora quase 600 mil pessoas

 Prestações sociais deixam de fora quase 600 mil pessoas

O número de desempregados está a cair desde o início do ano passado, mas a realidade mantém-se: cerca de metade dos portugueses sem um emprego não tem apoios do Estado.

De acordo com dados da Segurança Social referentes a maio, as prestações de desemprego deixaram de fora 412 mil pessoas, o número de crianças a receberem abono de família caiu quase 10 mil em termos homólogos, mais de 45 mil pessoas perderam o Rendimento Social de Inserção, mais de 38 mil idosos já não têm Complemento Solidário e 2389 crianças e jovens ficaram sem subsídio de educação especial. Tudo somado, 506 896 pessoas perderam prestações sociais.

O Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) também revela que, em maio deste ano, só 53% dos que não têm trabalho recebiam uma prestação de desemprego, fosse subsídio de desemprego, subsídio social de desemprego inicial, subsequente ou prolongamento do subsídio social de desemprego. Nesse mês, o IEFP registou 634 410 pessoas sem trabalho, mas os dados do Instituto da Segurança Social (ISS) mostram que só estavam a ser pagos 341 282 subsídios, cerca de metade do número de desempregados inscritos nos centros do IEFP. Ainda assim, há vários desempregados que nunca chegam a inscrever-se, pelo que o número de pessoas sem qualquer subsídio de desemprego deverá ser ainda maior.

Tomando por base os 788 100 portugueses que estavam no primeiro trimestre deste ano sem emprego, de acordo com os números do Instituto Nacional de Estatística (INE), conclui-se que as prestações de desemprego estão a chegar a apenas cerca de 40%. Há ainda que tomar em consideração os portugueses que também não são contabilizados pelo INE – não têm trabalho, mas ficam de fora deste registo por estarem em formação, terem passado a inativos ou desistido de procurar emprego.

Apesar de tudo, os dados do IEFP e da Segurança Social são consistentes com a tendência de queda do desemprego registada pelo INE nos últimos trimestres. O número de desempregados inscritos caiu 9,5% e as prestações pagas recuaram 4,23% desde abril. Face ao ano passado, o número de prestações em pagamento recuou 14,35%.

O valor médio da prestação de desemprego caiu em maio pelo quarto mês consecutivo, para 464,55 euros – apurado a partir de 65% da remuneração dos beneficiários quando estavam a trabalhar, com limite mínimo de 422,62 euros e máximo de 1048,05 euros por mês.

Dinheiro Vivo

Fonte| http://www.dinheirovivo.pt/Economia/interior.aspx?content_id=4000794

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