Ministro da Saúde fala em novo modelo de saúde pago em parte pelos utentes

O Serviço Nacional de Saúde poderá ter os dias contados, se não houver corte nas despesas. As palavras são de António Correia de Campos, Ministro da Saúde, que admitiu durante uma conferência sobre financiamento hospitalar que um novo modelo poderá passar por uma comparticipação do Estado a 75 ou 50 por cento, sendo o restante suportado pelos utentes.

 

Segundo o actual Ministro da Saúde, o modelo criado em 1979 por António Arnault, na altura Ministro dos Assuntos Sociais, necessita de ser alvo de cortes na despesa, sobre pena de não ser sustentável.

Já o “pai” do SNS criticou António Correia de Campos, alertando que “o direito à saúde faz parte da estrutura constitucional do Estado”. Em declarações ao Jornal Público, António Arnault chegou mesmo a dizer que “um ministro de uma área tão sensível para um estado social como o saúde não pode dizer que o SNS está em vias de ser aniquilado”.

O ex- Ministro dos Assuntos Sociais fez ainda uma referência à Constituição Portuguesa que define, no artigo 64º, o SNS como “universal e geral e, tendo em conta as condições económicas e sociais dos cidadãos, tendencialmente gratuito”.

 

Ana Pires Fonseca | EAS

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