Linha SOS Voz Amiga está a precisar novamente de voluntários
A precisar de cerca de 30 voluntários para continuar a funcionar em pleno, o coordenador desta linha explicou que as principais dificuldades de recrutamento são a disponibilidade de tempo e o facto de se tratar de uma atividade muito exigente.
A linha telefónica SOS Voz Amiga está novamente a precisar de voluntários e para poder continuar a funcionar em pleno e horário alargado necessita de mais 30 pessoas para se juntar às dez que trabalham na mais antiga linha do género em Portugal.
A disponibilidade de tempo e o facto de se tratar de uma atividade muito exigente a nível emocional são os principais obstáculo ao recrutamento para esta linha da Liga Portuguesa de Higiene Mental e que funciona há mais de três décadas.
Ouvido pela TSF, o coordenador desta linha explicou que não há uma fórmula de atendimento até porque não há duas solidões iguais, mas adiantou que os voluntários passam por uma formação que os ensina a saber escutar.
«Há muita gente que quer, mas depois, confrontada com as situações de vida que ocorrem numa conversa, as pessoas começam a achar que não têm capacidade para ouvir tanta coisa», adiantou João Ferreira.
O coordenador da linha SOS Voz Amiga explicou ainda que cada voluntário tem de cumprir três turnos mensais, o que corresponde a 12 horas, e comparecer a três reuniões, que corresponde de grosso modo, a dez horas.
«Isto implica que cada voluntário terá de dar, pelo menos, entre 24 a 30 horas, o que depende da duração das reuniões. E é isso que não é fácil para a maior parte das pessoas», sublinhou.
Apesar destas dificuldades, João Ferreira, que trabalha na área dos estudos de mercado, adiantou que recebeu lições de tolerância nos dois anos de voluntariado nesta linha.
«Veio mostrar-me que há muita maneira de viver e de ver a vida e isso ajudou-me a tornar-me mais tolerante», concluiu.
TSF
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