Governo dos Açores estima dar 700 refeições nas férias da Páscoa a alunos carenciados
Até ao final da semana, todas as escolas dos Açores deverão enviar o levantamento dos alunos carenciados para a Direção Regional da Educação
A diretora regional da Educação dos Açores, Graça Teixeira, disse hoje que deverão ser cerca de 700 os alunos carenciados a receber uma refeição quente por dia durante as férias da páscoa no arquipélago.
“Rondarão teoricamente os mesmos números que se verificaram na altura das interrupções letivas no natal, estamos a falar na ordem dos 700 alunos”, afirmou Graça Teixeira à Lusa.
Até ao final da semana, todas as escolas dos Açores deverão enviar o levantamento dos alunos carenciados para a Direção Regional da Educação, dados que serão depois remetidos para o Instituto de Segurança Social dos Açores.
“Compete à Direção Regional da Educação fazer este levantamento, cada escola vai inventariar os alunos e os almoços que solicitaram, identificando nome, morada e escalão de ação social escolar, que serão depois remetidos, ainda esta semana, para o Instituto de Segurança Social”, garantiu.
Graça Teixeira assegurou que nenhuma criança carenciada ficará sem refeição nas próximas férias letivas.
Na semana passada, a deputada do BE/Açores, Zuraida Soares, apelou ao executivo regional para regulamentar o decreto aprovado em fevereiro no parlamento açoriano, por iniciativa do Bloco, que prevê a distribuição de almoços aos alunos das escolas da região nos períodos em que não há aulas.
“Independentemente de não estar regulamentado, o procedimento vai ser feito, como o fizemos já nas últimas interrupções letivas, no natal, e as escolas já foram oficiadas no sentido de fazerem o levantamento dos alunos abrangidos com o primeiro e segundo escalão da ação social escolar e que requeiram junto da escola a atribuição de almoço neste período da páscoa”, disse Graça Teixeira.
Segundo a diretora regional, as refeições serão distribuídas aos alunos em articulação com as redes sociais nas várias freguesias dos Açores, esclarecendo que a diferença entre o que estava em vigor e a proposta do Bloco de Esquerda está numa maior justiça na distribuição das refeições.
“O que foi aprovado é que o aluno paga a sua comparticipação do almoço tal como paga durante o período de aulas. Na situação inicial criava uma injustiça porque durante o período letivo os alunos comparticipavam o seu almoço e no período de interrupção letiva não comparticipavam”, disse.
*Este artigo foi escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico aplicado pela agência Lusa
Agência Lusa
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