Estudo revela papel fundamental dos avós no cuidado aos netos
O estudo, realizado em parceria com a Fundação Calouste Gulbenkian, revela que em toda a Europa os avós, as avós em particular, estão a desempenhar um papel fundamental na prestação de cuidados intensivos e ocasionais aos seus netos. Mais de 40% dos avós em 11 países europeus2 estudados prestam cuidados aos netos sem a presença dos pais da criança, enquanto na Grã-Bretanha a pesquisa Atitudes Sociais Britânicas (British Social Attitudes – BSA) revelou que 63% dos avós com netos de idade inferior a 16 anos o fazem.3
Em Portugal, Espanha, Itália e Roménia, onde as prestações sociais pagas aos pais e às mães que ficam em casa são limitadas e onde há pouca oferta de estruturas formais de acolhimento de crianças e poucas oportunidades de as mães trabalharem a tempo parcial, os avós asseguram uma grande parte dos cuidados intensivos prestados aos seus netos. Entre os 11 países estudados, Portugal, em particular, apresenta a mais elevada percentagem de mães com filhos com idades inferiores aos seis anos que trabalham a tempo inteiro. Adicionalmente, nestes países as mães que trabalham fazem-no frequentemente durante mais de 40 horas por semana; uma vez que há pouca oferta de estruturas formais de acolhimento de crianças a preços acessíveis, existe uma maior dependência dos cuidados intensivos prestados pelas avós. Com excepção da Roménia, nestes países há menos avós a prestarem cuidados ocasionais ou menos intensivos sem a presença dos pais.
O estudo pode ser consultado aqui: file:///C:/Documents%20and%20Settings/aimoreira/Desktop/Grandparenting-in-EuropePortugueseFINAL.pdf
http://www.grandparentsplus.org.uk/reports-and-publications
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