Crise coloca portugueses entre os mais vulneráveis ao suicídio
Portugal encontra-se no leque de países em que a taxa de suicídio aumentou às custas da crise financeira que tem assolado a Europa desde 2008. De acordo com um estudo da Universidade de Oxford, no Reino Unido, os portugueses são dos cidadãos mais vulneráveis a este tipo de dificuldades financeiras, conta o jornal i.
Um estudo da Universidade de Oxford, no Reino Unido, estabeleceu uma correlação entre o aumento da taxa de suicídio e a recessão económica que se instalou em 24 países da Europa, nos Estados Unidos e no Canadá.
Nos Estados Unidos, o número de suicídios era já frequente mas a crise financeira serviu de trampolim para aumentar o número de mortes. Já no Canadá, o fenómeno vinha a estabilizar mas a recessão económica fez com que aumentassem os casos.
A par da Bulgária, República Checa, Estónia, Finlândia, França, Alemanha, Grécia, Hungria, Itália, Irlanda, Letónia, Lituânia, Holanda, Roménia, Eslovénia, Espanha e Reino Unido, Portugal encontra-se no leque de países em que a taxa de suicídio até estava a diminuir mas com a crise financeira disparou, conta o jornal i.
Na Áustria e na Suécia não se verificou qualquer alteração.
O estudo revela ainda que os homens são os mais vulneráveis a este tipo de casos. Entre 2008 e 2010, registaram-se cinco vezes mais suicídios em homens do que em mulheres.
Este fenómeno foi possível compreender tendo por base os índices de suicídio registado em 2007 e que serviram de base de comparação para os anos 2008, 2009 e 2010.
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