Assistentes sociais querem ter Ordem profissional
A criação da Ordem dos Assistentes Sociais é um objetivo da Associação dos Profissionais de Serviço Social (APSS). Este desiderato foi abordado, hoje, numa conferência que assinalou o Dia Mundial do Serviço Social e confirmado pelo presidente da delegação da Madeira da APSS.
O responsável explicou que este processo tem sido negociado pela direção nacional, referindo que a APSS «tem-se organizado no sentido de levar a bom porto» este projeto, porque «uma Ordem tem uma capacidade organizativa e uma outra capacidade negocial com os diferentes parceiros» e «precisamos de ter a regulamentação da classe profissional». Neste momento há um conjunto de procedimentos já cumpridos e o processo está na Assembleia da República.
Já no que diz respeito à Região, Pedro Fonseca disse que existem perto de 300 assistentes sociais e que há um número significativo de desempregados, reclamando a abertura de mais vagas e a necessidade de haver um maior número destes profissionais nos quadros das instituições.
A conferência, sob o tema “O Significado da Pessoa na Construção da Intervenção em Serviço Social”, teve como oradora Maria João Pena, do ISCTE, a qual destacou a importância destes profissionais estabelecerem uma relação com as pessoas com quem trabalham. «Se as pessoas, para serem pessoas, para obterem o seu desenvolvimento, precisam de estabelecer relações, então nós também, para trabalharmos com elas, precisamos de ter uma relação profissional, que permita que elas se sintam bem e que promova a sua autonomia», disse.
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