Assistente Social está entre as profissões menos afectadas pelo avanço tecnológico

 Assistente Social está entre as profissões menos afectadas pelo avanço tecnológico

O estudo é da Oxford University e diz respeito às profissões mais afectadas pelo avanço das novas tecnologias. Serviço Social está entre aquelas que o estudo prevê não serem, por enquanto, afectadas pela evolução tecnológica, ao contrário de profissões como operador de telemarketing ou contabilista, que lideram o ranking. A interação social é um dos critérios que determina, neste caso, a vantagem do ser humano sobre a máquina.

 

A entrada crescente e cada vez mais célere das novas tecnologias tem colocado, ao longo dos anos, algumas profissões em risco de remodelação ou mesmo de extinção, conclusão firmada agora no estudo publicado pela Oxford University.

Entre as profissões mais ameaçadas estão aquelas que não exigem habilidades criativas, sociais e percepções espaciais mais sofisticadas, tais como as dos auditores, agentes de seguros ou mesmo funcionários de vendas a retalho. Taxistas, motoristas, barbeiros, higienistas dentários, mecânicos, polícias de trânsito e pilotos comerciais também estão entre as que correm mais ricos com a crescente informatização.

Já entre as menos ameaçadas, e além da profissão de Assistente Social, estão também dietistas e nutricionistas, médicos e cirurgiões, treinadores desportivos, padres, gestores de Marketing, advogados, bombeiros, actores e economistas.

Segundo o estudo, estas são profissões cuja criatividade, interacção social, percepção espacial e actividades manuais associadas tornam difícil a substituição ou reprodução pelo computador. Os pesquisadores adiantaram ainda que o actual estado da tecnologia não indica que tal substituição seja possível, pelo menos nos próximos vinte anos.

O artigo desenvolvido a partir do estudo determina que a criavidade depende de valores humanos que variam muito no tempo e em diferentes culturas, o que torna difícil reproduzi-los num computador.

Já as habilidades sociais que não podem, pelo menos por enquanto, ser informatizadas incluem a capacidade de perceber a reação das pessoas e entender as suas causas, de negociar, reconciliar e persuadir, e de cuidar dos outros, dando suporte emocional e médico. A limitação actual dos computadores e robôs em lidar com formas e espaços não padronizados reduz também as possibilidades de substituição de algumas funções, afirmam os pesquisadores.

O estudo avança ainda que, para combater o desemprego associado à informatização nas profissões ameaçadas pelas novas tecnologias, é necessário o investimento na educação para desenvolver as habilidades criativas e sociais dos profissionais.

O estudo englobou 702 profissões – retiradas de uma classificação americana – segundo a probabilidade de perdas de postos de trabalho devido aos avanços tecnológicos e através de estatística e classificações para as profissões.

Imagem: Dinheiro Vivo

 

Ana Pires Fonseca | EAS

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