Amnistia Internacional Portugal encontra-se a recrutar Cordenador/a de Investigação e Advocacia
Descrição de Funções
O/a coordenador/a de investigação e advocacia terá como funções a gestão de todo o trabalho de investigação e advocacia da Amnistia Internacional (AI) Portugal, sobre Direitos Humanos em Portugal, tendo a seu cargo a coordenação, ligação, elaboração e implementação de todo o trabalho nestas áreas da Secção Portuguesa da AI.
Trabalhará em equipa com o seu departamento, articulando-se com os diretores dos restantes departamentos e com o diretor/a executivo/a nos âmbitos das funções e tarefas destes.
Responsabilidades
Advocacia
Criar, planear e executar a política e a estratégia de advocacia da AI – Portugal;
Quando apropriado, coordenar e adaptar o trabalho de advocacia da AI – Portugal, à política, posições e estratégias de advocacia do Secretariado Internacional da Amnistia Internacional;
Apoiar o/a diretor/a executivo nas funções de advocacia e porta voz da AI – Portugal, no que diz respeito às posições, política e trabalho da AI – Portugal junto dos stakeholders e rightsholders com que a AI – Portugal deve trabalhar; apoiar os diretores de departamento de campanhas e comunicação para um trabalho concertado, adequado e com maior impacto da organização;
Capacidade de exercer análise política e aprofundada com vista ao desenvolvimento de estratégias eficazes de trabalho de advocacia com impacto em direitos humanos;
Contribuir para a definição da estratégia de campanhas específicas da AI – Portugal, liderando a componente de advocacia; apoiar, promover e manter o trabalho de advocacia com parcerias táticas com organizações externas (locais, nacionais e internacionais);
Produzir relatórios e documentação de referência da AI – Portugal no que diz respeito ao trabalho em Direitos Humanos;
Criar materiais de advocacia e direitos humanos e desenvolver atividades de ativismo para apoio às estruturas operacionais da AI – Portugal, bem como de apoio a atividades de educação para os direitos humanos;
Investigação
Coordenar o sistema de queixas em Direitos Humanos da AI – Portugal;
Liderar o desenvolvimento e implementação de investigação de violações de direitos humanos em Portugal;
Ter capacidade de diálogo de forma sensível, compreensiva e adequada com vítimas e sobreviventes de violações de direitos humanos ou outras pessoas traumatizadas;
Ter capacidade de aconselhar e apoiar pessoas que procurem a AI – Portugal em situação de vulnerabilidade no que diz respeito a Direitos Humanos;
Capacidade de trabalho de investigação no terreno (território nacional) e na sede da AI – Portugal, dialogando com todas as pessoas e no atendimento específico a vítimas de violações de direitos humanos;
Monitorizar e investigar relatórios de violações de direitos humanos;
Redigir, em português e inglês, documentação de especialidade em direitos humanos (relatórios, cartas e briefings, apoio a comunicados de imprensa)
Representar o/a diretor/a executivo/a da AI – Portugal em várias circunstâncias (reuniões de advocacia, reuniões com outras ONG, instituições governamentais, imprensa) e para públicos-alvo diversificados;
Avaliação de legislação e políticas públicas com interferência em direitos humanos em Portugal e na Europa;
Conhecimento sólido dos fundamentos do direito internacional dos direitos humanos;
Compreensão e conhecimentos sólidos sobre política de direitos humanos;
Produzir relatórios e documentação de referência da AI – Portugal no que diz respeito ao trabalho de investigação em Direitos Humanos, quer de forma direta quer no apoio aos investigadores da Amnistia Internacional para Portugal;
Apoiar o recrutamento de voluntários/as adequados ao apoio do trabalho desenvolvido em advocacia, investigação e direitos humanos da AI – Portugal;
Planear e implementar ações de treino e formação no âmbito da especialidade e âmbito do cargo.
Trabalhar de forma coordenada com o departamento de campanhas por forma a maximizar o impacto em direitos humanos do trabalho da AI – Portugal;
Numa perspetiva interdepartamental, deverá:
Com o apoio do departamento de comunicação, que define a estratégia de comunicação e marketing da AI – Portugal, planear a linguagem e as abordagens dirigidas aos distintos públicos-alvo no âmbito das suas funções.
Com o apoio do departamento de angariação de fundos, promover as campanhas e o trabalho de advocacia e investigação como uma ferramenta que transmita as diferentes mensagens da AI – Portugal e potencie a angariação de novos membros, apoiantes e ativistas.
Em parceria com o departamento financeiro, articular todos os exercícios orçamentais da sua atividade, de forma a contribuir para um crescimento sustentável da AI – Portugal bem como garantir a utilização responsável dos seus recursos humanos, materiais e financeiros.
Relações de Trabalho
Reporta a Diretor/a Executivo/a
Localização e condições
Sede da Amnistia Internacional Portugal, na Rua dos Remolares, em Lisboa.
Horário a tempo inteiro – 40 horas semanais.
Salário compatível com a função de coordenador (1294,13€ ilíquidos); Subsídio de refeição (5,5€); Subsídio de transporte (até 68€/mês).
Perfil e mais valias consideradas
Os candidatos deverão reunir, cumulativamente, conhecimentos e experiência nas seguintes áreas: direitos humanos (governação, advocacia, legislação e investigação em direitos humanos); gestão e gestão de projetos.
Concordância e compromisso com os valores e a visão da Amnistia Internacional;
Forte sentido de compromisso e dedicação;
Forte sentido de trabalho em equipa;
Fluência em inglês;
Experiência em falar em público.
Direitos humanos
Direitos humanos – direito nacional, direito europeu e direito internacional;
Direitos humanos e organizações não-governamentais;
Conhecimento dos sistemas jurídicos de proteção de direitos humanos;
Conhecimento dos stakeholders governamentais em direitos humanos em Portugal;
Direitos Humanos e Governação;
Direito humanitário internacional;
Direito de imigração e direito dos refugiados;
Conhecimentos sobre a atualidade internacional e estado dos direitos humanos no mundo;
Conhecimentos e compreensão das áreas de advocacia e política internacional;
Experiência em Investigação em Direitos Humanos;
Compreensão de problemas e questões de direitos humanos.
Gestão
Capacidade de liderança, de motivação de equipas e de gestão de pessoas;
Competências de gestão e orientação para objetivos;
Pensamento estratégico, capacidade de planeamento, monitorização e avaliação;
Domínio e capacidade de condução de processos de tomada de decisão e gestão de conflitos;
Capacidade para unir e conciliar diferentes abordagens, estratégias e plataformas de trabalho;
Experiência em gestão de projetos;
Capacidade de trabalhar de forma autónoma e sob stress;
Flexibilidade de horários e disponibilidade para viagens dentro e fora do país;
Conhecimentos na área de gestão de projetos relacionados com o cargo.
Como se candidatar
Envio de Formulário de candidatura (download) devidamente preenchido para candidaturas@amnistia.pt até às 23h59 do dia 06 de maio de 2018.
Todos os candidatos serão informados sobre os resultados de pré-seleção até ao dia 10 de maio de 2018.
Os candidatos selecionados para a fase seguinte serão informados sobre os procedimentos seguintes e data para entrevista.
Início das funções em Maio de 2018.
A Amnistia Internacional Portugal é uma organização não governamental onde as pessoas são selecionadas com base no mérito e nas suas capacidades, e comprometida com os princípios fundamentais da igualdade e da diversidade.
DECLARAÇÃO DE IGUALDADE
A igualdade e a diversidade estão no âmago dos valores da Amnistia Internacional e espera-se que os funcionários/as trabalhem coletiva e individualmente para promover uma abordagem construtiva e sensível para pessoas de diferentes origens backgrounds, onde o trabalho de todas as pessoas é valorizado e respeitado.
CONFLITO DE INTERESSES
Atividade pública ou de outra natureza, filiação ou apoio a qualquer grupo ou organização, associação pessoal ou outro fator que possa gerar um conflito de interesse real ou percebido para com os princípios da Amnistia Internacional, ou suscitar preocupações de segurança, que possa não permitir ao/à candidato/a o desempenho das principais funções do cargo específico, deve ser comunicada pelo/a candidato/a à Amnistia Internacional – Portugal.
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