Alto Comissariado para as Migrações abre bolsa de formadores em diversas áreas.

Bolsa de Formadores/as ACM,I.P
Função: Formador/a
Âmbito: Bolsa de Formadores ACM,I.P.
Abrangência do Recrutamento: Portugal
O ACM, I.P.
O Alto Comissariado para as Migrações (ACM, I.P.) é um instituto público que tem por missão colaborar na definição, execução e avaliação das políticas públicas, transversais e setoriais em matéria de migrações, relevantes para a atração dos migrantes nos contextos nacional, internacional e lusófono, para a integração dos imigrantes e grupos étnicos, em particular as comunidades ciganas, e para a gestão e valorização da diversidade entre culturas, etnias e religiões
A Bolsa de Formadores/as ACM
A formação ACM, I.P., dirigida a cidadãos, profissionais e entidades que, direta ou indiretamente, estejam ligados às questões da Interculturalidade e das Migrações, é realizada através da Bolsa de Formadores ACM. A Bolsa de Formadores tem como objetivos:
•      Promover uma melhor compreensão da diversidade cultural;
•      Sensibilizar para o acolhimento e integração de migrantes e minorias étnicas em Portugal;
•      Formar para a interculturalidade.
A intervenção da Bolsa de Formadores assume-se como um instrumento estratégico de concretização das atribuições do ACM, I.P. e das prioridades de política pública no domínio das migrações na medida em que responde à necessidade de formação e sensibilização sentidas pelos vários atores da sociedade de acolhimento como Escolas, Municípios, Centros de Saúde, Forças de Segurança, Associações, Empresas, entre outros.
As ações de formação/sensibilização são, na sua maioria de curta duração, de 4 a 6 horas, estando os conteúdos e materiais formativos já definidos para cada ação.
A oferta formativa atualmente disponibilizada pelo ACM, I.P.:
 . Acesso dos Migrantes à Saúde (Sensibilizar e informar sobre as várias dimensões que integram o fenómeno do acesso à saúde por parte das comunidades migrantes em Portugal);
. Acolher e Celebrar: Serviço de Apoio e Pequenas Ideias (Apresentação do ACM, I.P., bem como os respetivos serviços disponibilizados, visando um melhor apoio ao acolhimento e integração de migrantes);
. Aprender com as Histórias: Primeiros Passos para a Interculturalidade (Reflexão sobre o trabalho pedagógico e a exploração de histórias para a infância, à luz de uma abordagem de aprendizagem intercultural);
. Conhecer a Cultura para Conhecer os Mercados (Sensibilizar para a importância do aspeto cultural como fator de sucesso em processos de internacionalização);
. Diálogo Intercultural (Exercício de compreensão da diversidade cultural e das competências de comunicação e relação com os outros no mundo atual);
. Diálogo Inter-religioso (Proposta de reflexão sobre a importância das convicções religiosas no processo de construção identitária e enquanto expressão da cultura. Discussão do conceito enquanto dimensão da interculturalidade);
. Educação Intercultural para Jovens (Proposta de reflexão sobre a aprendizagem intercultural – aceitação das diferenças, tolerância, solidariedade, partilha e cooperação, resolução de conflitos – para os públicos mais jovens);
. Educação Intercultural (Proposta de reflexão aprofundada sobre as dimensões da aprendizagem intercultural como um processo transformativo das práticas);
. Educação Intercultural na Escola (Refletir sobre o modo como a aprendizagem intercultural, enquanto processo transformativo das nossas próprias práticas, pode ser potenciado em contexto escolar);
. Lei da Imigração (Apresentar as condições e procedimentos de entrada, permanência, saída e afastamento de estrangeiros do território nacional, de acordo com o constante na Lei da Imigração);
. Lei da Nacionalidade (Proceder ao enquadramento legal da obtenção da nacionalidade portuguesa);
. Portugueses Ciganos, Cidadania e Interculturalidade (Proposta de análise e compreensão dos processos de inclusão e exclusão dos portugueses ciganos/as, ao longo dos tempos, e partilha de boas práticas e pistas de intervenção com vista a uma maior equidade e coesão social);
. Potencial da Diversidade Cultural no Desenvolvimento Local (Mostrar a importância da interculturalidade no desenvolvimento económico das localidades).
Descrição da Função
Os/as formadores/as da Bolsa são “embaixadores/as” do ACM, I.P. aquando da dinamização das sessões de formação/sensibilização que lhes forem atribuídas.
Cada um/a dos/as formadores/as que compõem esta bolsa é um/a agente de intervenção social que, por via da formação adquirida, tem como missão servir de interlocutor/a privilegiado/a no que diz respeito ao papel do ACM e da sua missão no acolhimento e integração dos migrantes em Portugal.
As metodologias adotadas na formação baseiam-se na motivação intrínseca do/a formando/a e na conceção das ações como um espaço de aprendizagem mútua. Os/as participantes podem experimentar e comparar diferentes abordagens à problemática interculturalidade e da imigração em geral, sendo convidados a adotar uma atitude crítica e reflexiva sobre a sua própria experiência pessoal. São utilizados um conjunto diversificado de métodos de aprendizagem – da intervenção plenária aos jogos e simulações, passando por trabalhos em pequenos grupos – e os/as participantes serão interpelados/as a fazer uso do seu potencial criativo.
Os/as formadores/as da Bolsa são trabalhadores/as liberais que colaboram com o ACM mediante os pedidos de realização das ações de formação.
O ACM,I.P. pretende recrutar formadores/as distribuídos/as por todo o país.
Localização:
As ações de formação realizam-se em todo o território nacional.
Requisitos dos/as candidatos/as
Obrigatórios
  • Certificado de Competência Pedagógica (CCP);
  • Experiência profissional na Formação de Adultos;
  • Experiência profissional em uma ou mais das seguintes áreas: migrações, cidadania, interculturalidade, direitos humanos, gestão da diversidade, legislação sobre imigração, saúde da população migrante, religiões, metodologias de educação não formal;
  • Excelente capacidade de expressão, comunicação e gosto por relações interpessoais, particularmente em contexto de formação;
  • Situação regularizada junto da Autoridade Tributária e da Segurança Social em Portugal;
  • Flexibilidade horária;
Preferenciais:
  • Grau de Ensino Superior (bacharelato, licenciatura), preferencialmente, nas seguintes áreas: Ciências Sociais e Humanas; Ensino / Ciências da Educação; Ciências Políticas; Direito. Formação específica nas áreas identificadas anteriormente;
  • Domínio das TIC sobretudo em processos de ensino-aprendizagem;
  • Capacidade e interesse de conviver e trabalhar com outras pessoas, em meios multiculturais;
  • Capacidade de adaptação e tolerância à ambiguidade;
  • Espírito de cooperação, abertura, capacidade de negociação e gestão de conflitos;
  • Autonomia, criatividade, proatividade;
  • Disponibilidade de deslocação;
  • Disponibilidade para participar no processo de formação inicial intensiva (previsivelmente de 3 dias).
Processo de Candidatura:
Os/as interessados/as deverão preencher o formulário, até o dia 30 de Março de 2018.
Não serão aceites candidaturas através de Curriculum Vitae.
Não serão consideradas candidaturas que não cumpram os requisitos obrigatórios.
Para informações:

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